O que é a consciência?

“Cabeça de gente é terra que ninguém anda”
Ditado popular

Ao usar o comando define no Google, o oráculo contemporâneo explica o termo consciência da seguinte forma: “sentimento ou conhecimento que permite ao ser humano vivenciar, experimentar ou compreender aspectos ou a totalidade de seu mundo interior.” A Wikipédia complementa: “abrange qualificações tais como subjetividade, autoconsciência, sentiência, sapiência, e a capacidade de perceber a relação entre si e um ambiente.”

A consciência é algo inerente à vida de todos os humanos, e, comprovadamente, de uma ampla variedade de outros seres vivos também.

Onde no seu cérebro você existe? Estudos científicos recentes dizem que a consciência (awareness) se origina à partir de uma rede de conexões entre diversos pontos no nosso sistema nervoso central, e não de uma região específica.

É questionável se a formalidade acadêmica pode de alguma forma descrever ou até mesmo aceitar experimentos traçados por um indivíduo dentro da sua própria percepção racional, que é o lugar onde tudo isso se processa, de fato. Por isso, classifico a explicação à seguir como filosófica e não como científica.

Se entendermos o tempo como a substância da qual a vida é constituída, a consciência pode ser representada por uma câmera que capta o transcorrer do tempo sob o seu ponto de vista individual.

Nesta ótica, dizer que a consciência se dá apenas através do cérebro é como dizer que uma filmadora digital é constituída apenas por um processador de imagem e um sistema de armazenamento de dados.

Ainda na metáfora da câmera, o processo de captar imagens depende da direção para onde o equipamento está apontado num dado momento, da energia disponível nas baterias, do foco, da limpeza da lente, da regulagem de velocidade do obturador etc.

Da mesma forma, o self, no processo de captar a vida, depende do interesse em perceber certas sensações num dado momento (localização da consciência), da oxigenação sanguínea no organismo, dos hormônios, da presença de substâncias que alteram a lucidez, do ritmo cardíaco etc.

Portanto, trata-se de um resultado conjunto de aspectos corporais, emocionais e mentais, que interferem diretamente em como a vida é percebida pelo ser vivente.

É fácil fazer um experimento pessoal, ao concluir esta leitura: movimentar-se, mudar a posição do corpo, respirar mais rápido, ou mais lento, dançar, correr, descansar. Experimentar uma diversidade de configurações orgânicas geradas por cada um destes estímulos.

Se o leitor estiver atento ao que faz, perceberá que a sua consciência se modifica, amoldando-se a cada atividade que está realizando. É possível mergulhar nesta experiência a tal ponto, que o ato de fazer e a percepção do que é feito tornam-se indissociáveis.

Resumindo: a consciência é o que se percebe da vida, logo, onde estiver a consciência, ali estará a vida.

Antonio Prates
Empresário, idealizador do Projeto Vida Com Método e diretor da Escola Itu do Método DeRose

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